Se não foi brilhante na técnica, como os áureos tempos do Maracanã, pelo menos teve deliciosos ingredientes presentes na imensa história do clássico: foi sofrido, suado, digno do retorno ao palco de Flamengo e Botafogo após três anos de saudade. Elias, personagem da fria noite de domingo, arrancou um empate nos acréscimos. Levantou a cabeça mesmo com dois gols anulados e evitou que o Rubro-Negro entrasse na zona de rebaixamento mais uma vez. O Alvinegro, que saiu na frente com Rafael Marques, perdeu a chance de voltar à liderança e de quebrar o tabu de 13 anos e 20 sem vencer o rival no Campeonato Brasileiro.
- Sofremos um gol no último minuto contra o Inter e foi dolorido. Mas o Mano sempre fala para não desistirmos nunca. Ia até pedir música para o Fantástico, porque fiz três gols - brincou Elias, extasiado, antes de sair do campo.
Pelo lado do Glorioso, Seedorf foi honesto sobre o desempenho do time.
- O segundo tempo não jogamos para nada. Eles mereceram o empate, um resultado justo. No primeiro tempo jogamos, e no segundo foram eles. Justo assim - definiu.
Novamente, o estádio esteve bem longe de ficar lotado. Foram 38 853 pagantes (52.361 presentes) para uma renda de R$ 3.082.555,00, menor que o Fluminense x Vasco de semana passada. A parte lateral, mais cara, recebeu pouco público, que se assombrou com o controle absoluto do Botafogo no primeiro tempo e a resposta na mesma moeda dos comandados de Mano Menezes na etapa final.
Na próxima rodada, o Flamengo, agora em 15º lugar com dez pontos, viaja para Salvador para enfrentar o Bahia, quarta-feira. Já o Alvinegro, em terceiro com 17, batalha pela ponta contra o Vitória, no dia seguinte, em nova chance de sair vitorioso no Maracanã.
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