Dentre as pessoas com algum tipo de deficiência no estado, 6.929 são cegas, 4.879 são surdas, 13.606 não conseguem se locomover e 52.028 apresentam algum tipo de imperfeição mental/intelectual. Em termos percentuais, o Rio Grande do Norte ocupa a quarta posição com 1,64% da população apresentando algum tipo deficiência mental permanente. À frente estão Alagoas, em primeiro lugar com 1,92% da população com problemas similares, em seguida o Acre, com 1,65% e, em terceiro, a Paraíba com 1,65% dos seus habitantes com deficiência mental.
"Os indicadores tem uma estreita relação com a faixa etária da população potiguar. A tendência é que o Rio Grande do Norte siga a mesma tendência do restante do país e, em 2020, tenhamos o início do declive da taxa de fecundidade. Além disso, haverá também o aumento do número de idosos e, consequentemente, as deficiências motoras, visuais e auditivas", destacou Aldemir Freire. Comparados, porém, os índices de deficiência mental entre os anos de 2000 e 2010 no âmbito local, os números se mantiveram estáveis.
Além dos números relacionados às deficiências, o IBGE divulgou também dados acerca do saldo migratório. Comparado com os demais estados da Federação, foi o único que manteve um saldo positivo com 73 mil entradas e 59 mil saídas entre 2005 e 2010.
Os dados relacionados à Educação do potiguar melhoraram, quando comparados com os índices apresentando em 2000. O Rio Grande do Norte, porém, ainda tem o desafio educacional de impedir a recorrência do atraso escolar. O número de alunos com idades superiores a 7 e 14 anos matriculados nas séries correspondentes a estas faixas etárias era maior do que o número de crianças e adolescentes com idades entre 7 e 14 anos em 2010, o que comprova o atraso. Além disso, das 186.824 crianças com idades entre 0 e 3 anos , apenas 50.947 estavam matriculadas em creches.
Deficiência visual é a mais comum
Em 2010, havia 45,6 milhões de pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas (visual, auditiva, motora e mental), representando 23,9% da população. A diferença em relação aos dados do Censo 2000 (14,3% da população) se deve a um aprimoramento metodológico, que possibilitou uma melhor captação da informação.
O maior percentual foi encontrado na Região Nordeste (26,6%), enquanto que a Sul e a Centro-Oeste mostraram as menores proporções (22,5%). Rio Grande do Norte (27,8%), Paraíba (27,8%) e Ceará (27,7%) apresentaram os maiores percentuais. Já Roraima (21,2%), Santa Catarina (21,3%) e Mato Grosso do Sul (21,5%) tiveram as menores incidências.
A deficiência visual foi a mais frequente, atingindo 35,8 milhões.o Demográfico do ano 2000.
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