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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Carta dá dica sobre corpo de Eliza

Um fato novo no polêmico caso do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, em junho de 2010, promete movimentar ainda mais o andamento do processo. A mãe de Eliza, Sonia Fátima Moura, 44, recebeu uma carta anônima, na última quarta-feira, com informações de onde estariam os restos mortais da filha. A Polícia Civil ainda não foi notificada sobre a novidade. Eliza teria sido assassinada a mando do goleiro Bruno Fernandes, 27, para que ele não tivesse que assumir a paternidade do filho dos dois.

A carta, que foi digitada em computador, foi entregue por volta das 15h, na portaria de uma emissora de televisão onde Sonia concedia uma entrevista. Nela, a pessoa conta que viu em um sonho, no ano passado, o que aconteceu com a ex-namorada do jogador. O autor teria resolvido divulgar a informação agora por causa do pedido de Sonia na imprensa por informações que pudessem levar ao corpo da filha.

Segundo trechos da carta, o corpo da jovem foi jogado em um poço dentro de uma reserva florestal, a mata do Planalto, próximo a um convento, no bairro Planalto, na região Norte de Belo Horizonte.

Sonia, que afirma não ter ideia de quem escreveu a carta, acredita que o texto seja verdadeiro pela explicação detalhada de onde estariam os restos mortais de Eliza. "Está tudo muito explicado. Agora, cabe à polícia investigar o caso", disse a mãe. Segundo ela, a carta reacendeu suas esperanças de encontrar o corpo da filha. "Quero poder enterrá-la com dignidade. Assim, podemos virar essa triste página das nossas vidas", declarou.

Confirmação. Outro indício que faz a dona de casa acreditar na veracidade da carta é o fato de que, duas semanas atrás, seu advogado, José Arteiro Lima, teria recebido uma ligação anônima informando esse mesmo local onde supostamente o corpo estaria enterrado. O defensor disse que iria entregar ontem à tarde a carta à Polícia Civil para que a denúncia fosse apurada. A corporação informou não ter recebido nenhum tipo de documento.

"Não recebemos nenhuma denúncia. Primeiro, eu preciso analisar o conteúdo da carta e, só depois, se tiver fortes indícios, vamos iniciar as investigações", disse o chefe do Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), delegado Wagner Pinto.

Durante as investigações, a Polícia Civil chegou a fazer buscas no bairro Planalto, mas na lagoa do Nado, não na mata. Uma denúncia anônima levou os policiais até lá e nada foi encontrado.


TJMG
Julgamento. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que não há previsão para o júri do goleiro e dos outros sete réus. A análise do pedido de habeas corpus do goleiro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) também não tem data.


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