"A presença de uma ou mais células tumorais (CTCs) em circulação no sangue prognostica uma recidiva precoce e uma sobrevivência geral inferior", disseram os cientistas. Isso significa dizer que quantas mais células do câncer forem encontradas, maior o risco de morte.
Os cientistas utilizaram como base um trabalho feito anteriormente pelo Departamento de Cirurgia Oncológica, da Universidade do Texas, que já havia identificado a presença de células cancerígenas no sangue de pacientes com câncer de mama metastático, isto é, quando as células doentes já se espalharam para além da mama.
Tumores geralmente se espalham pelo sistema linfático em vez da corrente sanguínea. Por isso essa pesquisa já havia representado uma mudança significativa no diagnóstico de câncer e em sua caracterização. As células tumorais em uma amostra de sangue, quando analisadas na etapa inicial da doença, permitem prognosticar acertadamente as probabilidades de sobrevivência da paciente, destacaram cientistas.
Método. Ao supervisionar 302 pessoas com câncer de mama, os pesquisadores identificaram as células cancerígenas no sangue de 24% das pessoas estudadas, entre as quais pacientes no estágio inicial. Entre os pacientes que apresentaram maior concentração dessas células no sangue, 31% morreram ou voltaram a ter a doença.
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