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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Justiça nega veto ao documentário sobre Bruno e defesa do goleiro vai pedir indenização

A Justiça paulista negou o pedido da defesa do goleiro Bruno Fernandes de suspender o episódio da séria “Até que a Morte nos Separe, do canal de televisão fechada A&E, que traz o ex-atleta como protagonista. A solicitação, recusada pelo juiz Nilson Ivanhoé Pinheiro, da 38 Vara Cível de São Paulo, se devia à recusa da emissora de dar detalhes sobre o documentário. Os advogados de defesa temem que o o programa traga prejuízo à imagem de seu cliente.
A defesa do goleiro, preso em Contagem, afirmou que entrará com nova medida. Serão juntas na mesma medida o pedido de veto de transmissão e de ação indenizatória. De acordo com o advogado Eduardo Pimenta, o valor pedido pelos direitos de imagem de Bruno é de 100 mil reais pela transmissão do documentário e um real por assinante que possui o canal em seu pacote de programação.
O episódio intitulado "Penalidade Máxima. Seria o goleiro Bruno o mandante da morte de Eliza Samudio?" está marcado para ir ao ar às 23h desta terça (19) Ele trata do processo em que o jogador é acusado de sequestrar, manter em cárcere privado e matar sua ex-namorada. Tudo para não ter que reconhecer a paternidade do filho que os dois tiveram.
O site da emissora traz para seus expectadores um extrato de um minuto e 31 segundos do episódio. As imagens resgatam aquela que foi uma das principais polêmicas durante a investigação da Polícia Civil: a briga entre Bruno e o delegado Edson Moreira.
O goleiro aparece durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa mineira, no ano passado, denunciando um suposto pedido de suborno de R$ 2 milhões do policial. Em troca, o delegado o inocentaria e colocaria a culpa em seu primo, na época menor de idade. Assim como fez há um ano, Moreira negou a acusação.
"Esses R$ 2 milhões eu conseguiria em um estalar dos dedos, mas não é assim que se resolve as coisas. Ele ainda perguntou o que eu acharia se eu encontrasse pedaços da minha filha espalhados por Minas", disse o acusado. "Ele (Bruno) é um monstro, um criminoso, que tinha tudo na vida e jogou pelo ralo por banalizar a vida alheia", rebateu o delegado.
A mãe de Eliza, Sônia Fátima Moura, 46, participa documentário. Ela não deu detalhes de sua atuação, já que ‘combinou de não se pronunciar sobre o programa antes de sua exibição". "Gravei uma entrevista no último dia 14. Eu falei apenas sobre a vida da minha filha, nada mais do que isso. Não falei sobre o Bruno", disse.

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