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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A cinco dias do julgamento, advogado afirma que Eliza Samudio pode estar em SP


A cinco dias do julgamento do goleiro Bruno Fernandes e de outros quatro acusados de participação no desaparecimento e na morte de Eliza Samudio, o advogado do atleta tenta suspender o júri. Rui Pimenta se prepara para viajar para São Paulo, na tarde desta quarta-feira (14), atrás de um taxista que afirma ter levado a modelo até um hotel da capital paulista. “Ainda é cedo para falar sobre isso, e nem quero falar para não atrapalhar as investigações. O que posso dizer é que recebi a ligação de um taxista que viu fotos da Eliza na televisão e levou ela até um hotel. Alguma coisa vai mudar no reino da Dinamarca”, enfatiza Rui.
Reforçando a estratégia de que não houve crime algum, já que faltam provas, principalmente a ausência do corpo, o advogado critica o andamento do processo. "Esse processo tem que ir para o lixo. São mais de 1.500 páginas que deram um prejuízo enorme para o Estado. Isso é um verdadeiro absurdo", diz ele em tom de nervosismo.
O defensor de Bruno, Rui Pimenta, chegou a reconhecer a morte de Eliza, mas recuou. "Essa moça nunca esteve em cárcere. O Bruno nunca a obrigou a fazer um aborto. Essa história do menor é fantasiosa. Achei que ela estava morta porque não tinha lido todo o processo até então", diz.
Pimenta quer que o padrasto de Bruno, que teria ajudado Eliza a fazer o passaporte falso, possa depor no júri. Já a testemunha-chave do processo, que teria acompanhado e relatado à polícia o cárcere no sítio do goleiro, em Esmeraldas, e sua suposta execução, na casa de Bola, já avisou que não irá ao júri. Jorge Luiz está sob proteção do Estado. No entanto, o promotor Henry Wagner Vasconcelos pediu à juíza Marixa Rodrigues que o depoimento de Jorge Luiz seja feito por videoconferência. Ele é testemunha comum da defesa e da acusação. O jovem relatou o cárcere e a morte de Eliza à polícia. "Ele vai ter que desmentir a história que inventou", diz Quaresma.
Estratégia de negação
A defesa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado pela polícia como o executor da ex-namorada do goleiro, também irá adotar a estratégia de negação. O perito Jorge Sanguinetti, que na época das investigações foi contratado pela defesa para apontar a falta de provas, é uma das testemunhas de Bola. Ele irá dizer que não encontrou restos mortais de Eliza na casa do ex-policial. As defesas de Dayanne Souza e Fernanda Gomes de Castro, ex-mulher e ex-namorada de Bruno, respectivamente, também negarão o crime.
Do outro lado do debate, o promotor Henry Wagner Vasconcelos irá apresentar o que chama de "provas incontestáveis". São elas: o sangue no carro de Bruno, os telefonemas entre as vítimas e a localização das antenas de celulares que mostram Bola, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno menor na época, reunidos próximos à casa do ex-policial civil em Vespasiano, na região metropolitana da capital.

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