O assistente de acusação Cidney Karpinski disse que, na segunda-feira, teve uma rápida conversa com o advogado de Bruno, Lúcio Adolfo. Durante a conversa, contou Karpinski, a possibilidade de confissão teria sido tratada. "Está tudo encaminhando para a confissão. Mas para que ele (Bruno) seja beneficiado com a redução da pena, ele precisa dar detalhes do crime. Não adianta dizer que somente mandou dar um susto na Eliza. Precisa confessar que eles vieram para Minas para executá-la", afirmou Karpinski nesta terça-feira no momento em que se preparava para entrar no Fórum de Contagem, para o segundo dia do julgamento.
O advogado do ex-goleiro, no entanto, negou que tenha procurado os representantes da acusação e que Bruno vá confessar sua participação no crime. Já outro advogado que defende o goleiro, Tiago Lenoir, foi mais taxativo e disse que Bruno não vai confessar porque não participou do crime. "O que nós temos é que Bruno chamou Eliza para fazer um acordo. A relação dos dois nunca foi uma relação de morte, horror", disse Lenoir.
Questionado sobre as entrevistas dadas por Bruno à época do desaparecimento de Eliza, nas quais ele negou saber do paradeiro dela, Lenoir disse que "as máscaras do Bruno já caíram". "Ele vai poder explanar agora o que ele sabe, o que teria acontecido. A acusação não conseguiu fechar a história, portanto ele não pode ser condenado porque é inocente".
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