Segundo a presidente, o escândalo que culminou em novas prisões da operação Lava Jato é diferente de casos anteriores. "Eu acredito que a grande diferença dessa questão é o fato de ela estar sendo colocada à luz do sol. Por que? Porque esse não é, eu tenho certeza disso, o primeiro escândalo. Agora, ele é o primeiro escândalo investigado. O que é diferente, O fato de nós estarmos com isso de forma absolutamente aberta sendo investigado é um diferencial imenso", acrescentou.
Dilma ressaltou que é preciso cuidado para não condenar pessoas inocentes. "A gente tem de ter cuidado porque nem todas as investigações podem ser dadas como concluídas. Então, não pode sair por aí já condenando A, B, C ou D", disse.
A presidente defendeu a Petrobras e disse que não se pode condenar a empresa. "Não se pode pegar a Petrobras e condenar a empresa. O que nós temos de condenar são pessoas. Pessoas dos dois lados, os corruptos e os corruptores. Eu acredito que a questão da Petrobras é uma questão simbólica para o Brasil. Acho que é a primeira investigação efetiva sobre corrupção no Brasil, que envolve seguimentos privados e públicos", afirmou.
Dilma explicou que os contratos da estatal com as empresas investigadas na operação Lava Jato já estão sendo revistos, mas avisou que não vai haver uma revisão dos acordos envolvendo outras empresas públicas."Nem toda a Petrobras, nem todas as empreiteiras. Eu não acho que também dá para demonizar as empreiteiras desse país. São grandes empresas e se A,B, C ou D, praticaram mal-feitos, atos de corrupção ou de corromper, eu acho que eles pagarão por isso", disse.
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