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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

PT quer fortalecer diálogo com Dilma em segundo mandato

PT quer fortalecer diálogo com presidente Dilma em segundo mandato Integrantes da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores concordaram, em reunião nesta segunda-feira, com a necessidade de ampliar o diálogo com a presidente Dilma Rousseff no segundo mandato. A petista será convidada para participar de uma reunião do diretório nacional do partido, no fim do mês, em Fortaleza.
No primeiro mandato, Dilma chegou a ser criticada pelo próprio partido e pela base aliada pela falta decomunicação na articulação política. Em julho do ano passado, ela desistiu de participar de uma reunião do diretório nacional.
“Quando a gente fala do diálogo, é o diálogo com a sociedade, o diálogo com o parlamento e com o próprio partido, embora tenha melhorado bastante”, disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). “Precisa aprimorar, lubrificar um pouco mais”, acrescentou.
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) disse que foi defendido, na reunião, uma relação mais estreita entre o partido e a presidente. "Discutimos que seria interessante do ponto de vista da política, as discussões do partido como suporte, que o partido tivesse essa relação mais estreita com a presidente Dilma", disse.
O ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, reconheceu, na reunião da Executiva, que o ano de 2015 será mais difícil para a presidente Dilma com a nova composição do Congresso, com maior número de partidos. Isso obrigará a uma maior negociação por parte do Palácio do Planalto.
“Vai ser um momento mais difícil, porque a composição do Congresso Nacional mudou, você tem uma ampliação do número de partidos lá representados, vai obrigar a uma mudança mais complexa ainda”, relatou o senador Humberto Costa.
Os petistas saíram convencidos da reunião desta segunda-feira, em Brasília, de que a vitória de Dilma nas urnas foi fortalecida pela atuação da militância do partido, dos movimentos sociais e de até outras legendas de esquerda. A legenda conclamou os filiados para defender o governo e fazer uma grande mobilização na data da posse, dia 1º de janeiro.
“Tivemos uma vitória significativa, que teve a participação do PT, mas também de vários movimentos sociais, das juventudes, mulheres, negros, de partidos de esquerda que embora não apoiando todas as nossas medidas, mas entenderam o que estava em jogo, ou avançar ou retroceder na linha da volta do neoliberalismo”, disse o presidente da legenda, Rui Falcão.
Falcão disse que a convite à militância não é uma contraposição aos recentes protestos que pediram o impeachment de Dilma e falaram até em intervenção militar, mas deixou clara a intenção do partido em fortalecer as pautas de esquerda.
“São manifestações minoritárias, lamento que elas ocorram. temos uma democracia consolidada no país, que precisa ser consolidada com a reforma política, mas acho que a memória que se tem da ditadura nenhum de nós quer trazer de volta. acho que elas tem pouca expressão, mas a sociedade tem o direito de se manifestar”, disse.
Presidência da Câmara 
Na saída da reunião, o presidente do PT defendeu que o partido, por ter a maior bancada da Câmara, tente eleger um candidato próprio para a presidência da Casa, em oposição à candidatura de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
“A maior bancada tem o direito de indicar o presidente. Isso vai ser uma decisão da bancada, eu pessoalmente acho que o PT deve indicar o candidato a presidente”, disse.

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