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domingo, 31 de julho de 2011

Barraca do incêndio na Cidade da Esperança agora funciona com fritador elétrico

Gente simples, pessoas humildes, esquivavam-se do repórter e nem sabiam da explosão de um botijão gás de dois quilos e do incêndio de um tacho de pastel quente que queimou 19 pessoas na feira livre da Cidade da Esperança, na Zona Oeste de Natal. Manhã deste domingo, dia 31,  Suzana Barbosa atendia a clientela na venda do caldo de cana, suco de maracujá e pastel e substituía a tia, dona da banca, que ainda é uma das noves vítimas do acidente que continuam internadas no setor de queimados do Hospital Walfredo Gurgel.


adriano abreuApós a explosão na semana passada, comerciante substituiu o uso do botijão de gás pela energia elétricaApós a explosão na semana passada, comerciante substituiu o uso do botijão de gás pela energia elétrica
No corre-corre com a fila de gente esperando para ser atendida, ela dizia que trouxe dois mil pastéis, que são vendidos a 0,70 centavos, o suco e o caldo de cana a  R$ 1,00 ou 0,50 centavos. Agora, ao invés de um tacho grande, ele usava um fritador elétrico portátil, da linha Tedesco, onde mal cabem três ou quatro pastéis. "Nós já encomendamos um maior", dizia ela, a respeito da orientação que eles tiveram para não usar mais botijão de gás.

O vendedor de tapioca e bolo, Clécio Lopes de Araújo, foi um das pessoas atingidas pelo óleo quente no acidente ocorrido no domingo, dia 24. Ele já estava trabalhando, mostrando a "batata" da perna esquerda e a orelha direita, ainda queimadas e à base de tratamentos. "A coisa só não pior porque o botijão de gás era pequeno", relembrou ele.

Como outros feirantes da Cidade da Esperança, Clécio Lopes também procurou o coordenador de fiscalização da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Ailton de Paula, para se inteirar da reunião que eles terão a partir das 15 horas desta segunda-feira, dia 1º de agosto, no refeitório da Companhia Municipal de Serviços Urbanos, na Quintas: "Vamos tratar da continuidade do processo de reordenamento da Cidade da Esperança", explicava o técnico da Semsur, que informou sobre a transferência dos feirantes cadastrados para o galpão que está sendo construído numa área onde anteriormente funcionava a feira, na área central do conjunto: "A mudança para os feirantes cadastrados vai ocorrer dentro de 90 dias".

Mas, neste domingo mesmo, algumas mudanças foram sentidas pelos feirantes, como a feira do troca-troca, que saiu do espaço público do lado direito da linha férrea no sentido de quem vai para a Parnamirim, e invadiu uma área onde a prefeitura está construindo um conjunto de casas para a comunidade da favela da rua Capitão Mor Gouveia, situada logo após à Cidade da Esperança, já próximo ao chamado km 6.

"A gente não pode ordenar lá dentro porque é um espaço privado", contou de Paula, além do fato de que a remoção da feira do troca-troca não pode dividir espaço com a feira livre porque muitos dos produtos comercializados "são ilícitos e de procedência duvidosa".

Quem se queixava da mudança era Sueni de Souza, que ajuda o marido no comércio de aves e animais exóticos, como pavão, guiné ou galinha d'Angola, codorna, preá do reino, coelhos, ganso, pato e até bode, que "a gente traz de Nova Cruz". O irmão dela, Genildo de Souza disse que  "o movimento caiu 100%.

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