adriano abreu
Após a explosão na semana passada, comerciante substituiu o uso do botijão de gás pela energia elétrica
No corre-corre com a fila de gente esperando para ser atendida, ela dizia que trouxe dois mil pastéis, que são vendidos a 0,70 centavos, o suco e o caldo de cana a R$ 1,00 ou 0,50 centavos. Agora, ao invés de um tacho grande, ele usava um fritador elétrico portátil, da linha Tedesco, onde mal cabem três ou quatro pastéis. "Nós já encomendamos um maior", dizia ela, a respeito da orientação que eles tiveram para não usar mais botijão de gás.O vendedor de tapioca e bolo, Clécio Lopes de Araújo, foi um das pessoas atingidas pelo óleo quente no acidente ocorrido no domingo, dia 24. Ele já estava trabalhando, mostrando a "batata" da perna esquerda e a orelha direita, ainda queimadas e à base de tratamentos. "A coisa só não pior porque o botijão de gás era pequeno", relembrou ele.
Como outros feirantes da Cidade da Esperança, Clécio Lopes também procurou o coordenador de fiscalização da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Ailton de Paula, para se inteirar da reunião que eles terão a partir das 15 horas desta segunda-feira, dia 1º de agosto, no refeitório da Companhia Municipal de Serviços Urbanos, na Quintas: "Vamos tratar da continuidade do processo de reordenamento da Cidade da Esperança", explicava o técnico da Semsur, que informou sobre a transferência dos feirantes cadastrados para o galpão que está sendo construído numa área onde anteriormente funcionava a feira, na área central do conjunto: "A mudança para os feirantes cadastrados vai ocorrer dentro de 90 dias".
Mas, neste domingo mesmo, algumas mudanças foram sentidas pelos feirantes, como a feira do troca-troca, que saiu do espaço público do lado direito da linha férrea no sentido de quem vai para a Parnamirim, e invadiu uma área onde a prefeitura está construindo um conjunto de casas para a comunidade da favela da rua Capitão Mor Gouveia, situada logo após à Cidade da Esperança, já próximo ao chamado km 6.
"A gente não pode ordenar lá dentro porque é um espaço privado", contou de Paula, além do fato de que a remoção da feira do troca-troca não pode dividir espaço com a feira livre porque muitos dos produtos comercializados "são ilícitos e de procedência duvidosa".
Quem se queixava da mudança era Sueni de Souza, que ajuda o marido no comércio de aves e animais exóticos, como pavão, guiné ou galinha d'Angola, codorna, preá do reino, coelhos, ganso, pato e até bode, que "a gente traz de Nova Cruz". O irmão dela, Genildo de Souza disse que "o movimento caiu 100%.
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